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Friday, August 12, 2011

Consultório do sexo pela Dra Maria Gustava de los Placeres Y Morales

Boa tarde «mininas» e «mininos»: hoje vou iniciar uma rubrica nova: o abc do sexo. Vou explicar, sem grandes pormenores mas com muito colorido, as marotices todas que se podem fazer nos mais diversos locais onde gastamos boa parte do nosso tempo. Quem precisar de explicações adicionais, que diga que eu peço ao Jo para fazer um desenho! Aqui vai, por ordem alfabética:


 Amor- Como o tema é sexo, não abordarei o filial, o maternal, o fraternal e mais outros amores que acabam em ais. Há quem ache que o Amor é a Pedra de Toque do Sexo e há também quem ache que só atrapalha. As duas visões são legítimas mas convém não sobrevalorizar a sua componente dita espiritual, para não ser apanhado em contradições grosseiras como a da minha amiga Bia, que exalta a importância da componente não física do amor e contudo aceita pacificamente a admiração do marido por outras mulheres na condição de não envolver sexo, mas já não lhe perdoaria se pressentisse nessas amizades a pulsão sexual, o que só prova que é a hipotética posse física do desgraçado por outras que a atormenta e não a tal dimensão que ela diz tão importante: em suma, perturba-a muito mais que o marido ache outras mulheres atraentes do que se ele simplesmente(?) as achar admiráveis (o que pressupõe sempre uma dimensão de amor platónico). 
Além disso, convém sempre recordar que qualquer pessoa normal continua a ter uma sexualidade (isto é, desejos) mesmo que não tenha um amor, prova que afinal amor e sexo são mais dissociáveis do que muitos gostam de admitir!


Beijos - Há de todos os tipos e feitios, desde os mais inocentes aos mais lúbricos. Para o assunto em causa, só interessam estes últimos que divido nas seguintes categorias:


Beijos à político - prometem muito mas tiram sempre muito mais do que aquilo que dão!
Beijos à Fisco - é o beijo invasivo: um dos parceiros do parceiro explora a fundo o outro para descobrir a melhor maneira de o f----!
beijo à Sr. Doutor Juiz - é o beijo estático, aquele em que nada se mexe, correndo sempre o risco de prescrever!
beijos à Procurador Geral da República - É o beijo que se dá a pensar noutras criaturas que não aqueles a quem se devia fidelidade. Promíscuo e profundamente desagradável! 
beijos à Tribunal de Contas - é o beijo...faz de contas!...
Beijos à Assembleia da República - são os beijos cheios de floreados mas totalmente incompetentes, que deixam quem os recebe sem nenhum apetite de ir mais longe.
Beijos à Banqueiro: são os famosos beijos roubados, aqueles em que um dos parceiros não estava à espera! mais do que frustrantes são revoltantes!
Beijos à PR - são beijos pouco higiénicos pois costumam ser dados com a boca cheia de comida, muitas vezes soltando pedaços do bolo alimentar pelas vias orais. Só de vê-los, muita gente perde a vontade de acasalar para o resto da vida!
Beijos à Gestor - São aqueles em que um(a) dos (as) parceiros (as) procura extrair mais valias do acto, mesmo (melhor será dizer sobretudo) se ele é claramente prejudicial à outra parte. Em linguagem popular também se chamam chupões!
Beijos demorados (beijos-maratona) - a partir de certo ponto, só mesmo a ambição de entrar no Guiness o justifica!


Coito - é o acto sexual canónico. Envolve penetração e movimentos ritmados de um ou dos dois protagonistas, excepto nos casos em que ambos se sentam numa máquina de lavar em modo centrifugação!
Para este acto existem muitas posições que esmiuçarei num capítulo só dedicado ao tema. Por agora direi apenas que o coito é um trabalho de equipa (dois já é equipa) e como tal não dispensa treinos e prática. Quem falhar neste aspecto dificilmente brilhará em campo, nos jogos decisivos!





Thursday, August 11, 2011

As Famílias Financeiras por Lilith Lovelace.

Para quem ainda duvidasse da capacidade das Famílias Financeiras para produzir algo que se visse, eis aqui o cruel desmentido: elas provocaram uma crise cujas consequências reais e muito visíveis ainda não são totalmente nítidas, mas mesmo assim já estarrecem.
Efectivamente, esta foi uma super-produção Financial Folks, com efeitos especiais das Tv's, jornais e todos os órgãos privados (mas curiosamente ditos de comunicação social), com protagonismo total dos grandes gestores e investidores, tendo os .pequenos banqueiros, grandes clientes e outra miudagem como actores secundários, a população Mundial como figurante, e o Mundo inteiro como cenário, tudo sob a difusa direcção de Maestro Big Market!
Chegados aqui, com rombos assinaláveis na nau financeira por conta da falta de escrúpulos de uns tantos, seria de presumir que, por esta altura, os grande vígaros estariam a ferros, as suas contas arrestadas, os processos a correr nos tribunais dos vários países onde, à pála da crise, muitos se «abotoaram» com os bens alheios. 
Foi o que se passou? nada disso! havia que recompensar os Ex.mos Srs. pelo lindo serviço que fizeram, portanto trataram eles de «arrestar»  , de imediato, partes das verbas recebidas do Estado como «ajuda», em bónus, prémios, comissões e mesmo em indemnizações, nos casos em que foram  despedidos por dolo !!!
E eis como descobrimos que o Estado, que eles diziam sempre estar demasiado gordo, hoje está esquelético, sabendo nós que não foi o Zé dos Anzóis nem o Carteiro da Lambreta, nem a Ti Alzira dos Crepes (menos ainda a Dona Guidinha, doméstica e musa deste blog) quem lhe comeu a carne!
Na Islândia e no Equador, parece que houve gente com fibra que pôs o lixo no lixo. Pese a constante desinformação dos pasquins de costume, diz-se que afinal, por lá já não há «ambientes tóxicos» nem ares «pestíferos» e contaminadores.
 Noutros sítios, porém, o lixo prolifera nos lugares de topo, o seu processo de decomposição iniciou-se com o cheiro nauseabundo que o caracteriza. Em breve a podridão corroerá a base!
Entretanto, cá por baixo, vai já havendo quem esteja farto de tapar o nariz e comece a ter incontroláveis desejos de finalmente, após décadas de contínuas crises malcheirosas, respirar ar puro!!!

Wednesday, August 10, 2011

OS «RAZÍADAS» por Luís Vaz de Cá (Mões, Beira Alta) Canto Quinto, Estr. 1 A 4



1 - E eis chegado o tempo das vacas magras
Que as gordas, lá pelos ministérios
Para  alheios fundos tendo bem largas
As patas que, segundo certos critérios
Dinheiro distribuem às carradas
E ainda tratam com impropérios
Quem chama atenção para o desperdício
Que esse luxo, já há muito se fez vício


2 - Finda a verba, corta-se no salários
Na escola, na saúde, e no Natal
Mas nunca nos lucros bilionários
Dos Bancos e do Grande Capital
Sejamos magnânimes, solidários
Poupemo-los ao peso fiscal
Paguem os pobres como sempre sói
(Diz que a quem se habitua, nada dói)


3 - E tornem-se as pensões vitalícias
Secretas, para evitar dos jocosos
Ironias, dichotes e malícias
Que os miseráveis e andrajosos
Encontram na má-língua tais delícias
Que é doce vingança dos invejosos
Vasculhar segredos contabilísticos
Com a lupa própria dos sumíticos


4 - ( Todos os dias na tv , como numa missa
Senhores bem falantes, de gravata
Censurado da ralé a cobiça
Pelos bens e valores dessa nata
Cujo luxo, a  insensata ira atiça
Apelidam a turba de ingrata
Saberá ela, porventura, quanto sofre
Quem quer pôr o Mundo no seu cofre?)

Tuesday, August 9, 2011

História Universal da Cuskice pela Dra Glória d'Anais Guerra e Antas

Ora como tinha prometido, vou aqui falar da primeira de uma linhagem de vítimas célebres da Cuskice Universal: a Rainha Cleópatra. Quase tudo à volta dela tem esses ingredientes que excitam e apaixonam as massas: sexo com homens poderosos (primeiro o Julito, depois o  Tonito), cuskice política de alto nível, curiosidade popular q.b., a miúda desde cedo foi alvo de fofocas da arraia-miúda, tanto mais que tinha origem grega, esses tolos dos Ptolomeus, e os egípcios não perdoavam aos opressores estrangeiros que desde Alexandre o Grande os dominavam.
Digamos que o cargo que a moça ocupava também não era de molde a trazer-lhe muitos amigos. Para mais, depois de ter desposado, formalmente, dois manos Ptolomeus (era hábito na altura, quase um ritual, mas raramente se consumava), parece ter-se desembaraçado deles, graças a uma mãozinha do seu amigo Julito. 
E se na família não tinha amigos, imagine-se cá fora e mesmo no seu próprio Palácio.
Miúda desembaraçada, nem por isso seria assim tão bonita. As imagens que se conhecem dela mostram até um rosto pouco harmonioso. Mas era decerto uma criatura inteligente e isto, na Política da altura, era coisa perigosa.
O Partido de Octávio imediatamente publicou em grafittis por toda a Roma (verídico, eh?) histórias escabrosas sobre orgias em que Cleópatra seduzia e enfeitiçava os seus visitantes, o Tonito incluído. 
Puro veneno com efeitos internos (dentro do Império Romano) como externos (no próprio Egipto).
Uma análise desapaixonada do percurso de Cleópatra, permite-nos compreender duas coisas básicas: que a garota estava obcecada em manter o seu Egipto independente do poderio de Roma e que para o conseguir, lançaria mão de todos os seus recursos, os femininos incluídos.
Assim, se ela se oferece de presente enrolada num tapete a Júlio César (veja-se onde chega a cuskice mas não inventei nada: é a lenda) percebe-se que no fim  (que não houve, porque Júlio é assassinado antes de lhe poder dar um final feliz) o enrolado seria o próprio César que, poucas semanitas após a lua-de-mel com Cleópatra, já lhe fazia concessões de monta (estás-te a rir, Joaquim? ah...seu maroto). 
O mesmo se passará depois com Marco António: Cleópatra esteve muito próxima de reconquistar,  sem exército digno desse nome e sem que se disparasse uma flecha, ou uma coluna se movesse, o seu Egipto que as Legiões Romanas tomaram pela força.

O seu Egipto, sim: ela era grega mas a sua família já ali reinava três séculos antes. A miúda amava o seu  País e sabia não ser correspondida. Só assim se compreende que ela se auto-imole na sua oferta aos romanos mais poderosos do seu tempo, provavelmente os seus únicos reais amantes. Se se tratasse apenas da atracção por homens poderosos, ela não «negociaria duro» na cama, ou fosse lá onde fosse, o estatuto do seu Egipto, como tudo indica que fez. 
Mas a Cuskice não gosta de mulheres com espírito de missão. E foi muito graças à Cuskice propagandeada em larga escala pelo Império, que se difundiu esta mensagem milhares de vezes repetida: Cleópatra é uma meretriz feiticeira, Cleópatra seduz os maiores de Roma, Cleópatra é uma ameaça para Roma.  E eis que uma grande parte de Roma se «subleva» contra Cleópatra que «mantém em seu poder» Marco António, e é preciso declarar guerra a ambos...

A partir daqui, os dados estão lançados e não há recuo. As forças em presença pareciam equilibradas, sendo o desfecho, portanto, imprevisto. 
Como sempre, quando se contam os homens por frios números, a realidade revelou surpresas que talvez nem o fossem assim tanto: as galeras e legiões romanas, viram confirmadas, no terreno e no mar, as ideias que já traziam preconcebidas: os egípcios e seus aliados romanos com décadas de permanência naquela terra, eram gente pouco dada a essa maçada da Guerra!
Havia naquele clima algo de mágico, que adocicava as pessoas e as desaconselhava a meterem-se em grandes alhadas. Talvez até o próprio Marco António, outrora General feroz, tivesse amolecido, sabe-se lá porquê, a Cleópatra devia esgotá-lo e etc...
Em suma: perdida a esperança em qualquer reviravolta miraculosa, Cleópatra suicida-se. Com veneno talvez, mas não de serpente, decerto. 
Pensando nesse final momento, imagino-a a fechar-se no seu compartimento mais íntimo, olhar-se ao espelho e dizer: «correu mal, miúda! sabes o que isso significa, não sabes?».
(Ou algo assim, em gíria juvenil do Egípcio arcaico!...)

Monday, August 8, 2011

Este livro que despejo por António Aleijo




de candeia às avessas
anda o tonto atarantado
tantas vezes enganado
por cantigas e promessas


escolhe o dono pela cor
a coleira pelo brilho
fareja no chão o trilho
que lhe indica seu senhor


nada nele é genuíno:
mesmo se jura sua fé
tem expressões de chipanzé
com tiques de babuíno


nada nele há de seu
abana a cauda canina
tem na barriga auto-estima
crê ter um pacto com o Céu


e em servil, doce abandono
lingua de fora, ofegante
pau na boca, radiante
devolve o seu, a seu dono


tudo nele,  já é partido
e tão partidário se fez
que  se partiu de uma vez
sem nunca inteiro ter sido


Pelorinho de Bragança. imagem  extraída da pág: http://www.ipb.pt/~luiscano/Pintura/Pintura.htm

Sunday, August 7, 2011

O livro do Profeta Maquias

Homem dado a visões, o que não seria muito mau se soubesse andar caladinho, o Profeta Maquias tinha o terrível hábito de se colocar junto ao templo para anunciá-las publicamente, submetendo-se assim à gozação da plebe, sempre desejosa de um bom espectáculo. Desta vez, vamos encontrá-lo arengando diante dos desocupados que já nessa época abundavam no Reino de Jádeu.

Cale-se toda a criatura diante do Senhor, se não quer levar com uns raios marados na mona! eis que vos vou continuar a falar das minhas visões. Costumo numerá-las, como sabeis, por uma questão de organização mental. Já vos expus três, portanto esta é a...

4ª VISÃO: O Sumo Sacerdote Sujoé: 

o $ENHOR  depois mostrou-me Sujoé, que estava de pé diante do anjo, tendo ao seu lado direito Sá Tenaz, para o acusar. Ora Sujoé trazia roupa suja, pelo que o  $ENHOR disse:  dai-lhe roupa interior Paco Raboabane e um fatito Armanias. Ora ao ouvir isto, Sá Tenaz muito se mordeu de inveja, pelo que começou logo a fazer reivindicações. Não teve muita sorte, porque o anjo do Senhor tapou-lhe a boca com estas palavras: «se não estás bem, muda-te: há por aí outros $enhores que talvez te empreguem». E com isto calou o rabudo, que como toda a gente, tinha medo de perder o emprego. Isto permitiu a Sujoé  botar faladura, coisa que ele fez durante cinco horas seguidas. Entretanto, adormeci, pelo que não me lembro bem do que ele disse.

5ª VISÃO. O candelabro de ouro e as oliveiras:

O anjo despertou-me e assim me falou: Já chega de dormir, ò lambão. olha para ali e diz-me o que vês. Eu assim fiz e respondi-lhe: Vejo um candelabro de ouro com sete braços e com lugar para sete lâmpadas. Está rodeado por duas oliveiras. Que significa isto, anjinho? mas ainda mal tinha terminado a pergunta quando pufff! lá se some o candelabro de ouro, como se por magia.
-Isto significa- disse o anjinho- que este lugar está tão infestado de ladrões dissimulados como uma reunião ministerial.
Dito isto, cavámos dali, antes que nos viessem aos bolsos!

6ª VISÃO: o livro a voar

E eis que já vejo, pelos ares, um livro a voar, como se as suas páginas fossem asas. Mais uma vez interroguei o anjinho: e aquilo, agora, o que significa?
- Aquele livro - disse o anjo - é a Constituição da República e voa sempre que os que usurparam esta terra assim o desejem. Neste caso, jogaram-no fora para que um governo de gestão pudesse negociar um avultadíssimo empréstimo, sem que ninguém se ralasse muito com isso.
Zarpámos logo dali que aquela não nos pareceu terra de futuro.

7ª VISÃO: A mulher e o alqueire

Esta sinceramente é tão confusa, tão confusa, mas tão confusa que sinceramente nem vo-la sei contar em condições. E pergunto-me mesmo se o anjo que a produziu, diante dos meus olhos, não teria abusado da pomada, nesse dia...

8ª VISÃO: Os carros.

E eis que vejo sair de entre duas montanhas de cobre que fariam a delícia dos sucateiros, quatro carros topo de gama: um branco, um preto, um vermelho e um amarelo. Quis saber o significado daquilo e o anjinho respodeu-me de pronto:
- Significa que os jogadores de futebol andam a ganhar mais do que deviam, onde já se viu comprar-se carrões assim com o salário de um mês?
E com isto me calou, fazendo-me mesmo engolir em seco. Por falar nisso: tenho a garganta seca. Alguém paga um copo?

- Só se parares de dizer baboseiras -prometeu Zequerias, sempre mortinho por molhar o bico. 
E lá foram então em grande grupo matar a sede no «Cantinho da Celeste», com o tintol da casa...

(continua no próximo domingo)


Friday, August 5, 2011

CONSULTÓRIO DO SEXO: Pela Dra. M. Gustava de los Placeres y Morales

Boa taaaarde amigas e amigos! mais uma vez me levanto a lindas horas (ò Joaquim, tenho mesmo de publicar às sextas?). 
Vamos hoje abordar um assunto menos excitante do que parece: o sexo em grupo. Para começar vou-vos falar de um grupinho que muito andou a f---- por aí e mais ameaça f---- ainda pois que a «Madame» é a mesma: o CE, também conhecido por Conselho de Estado, agora reformulado. 
Pessoalmente, eu só soube destas orgias pela comunicação dita social, o que não é de estranhar, pois não sou tão devassa como alguns pensam. Na altura, um dos membros, ao que parece, estava metido em consideráveis alhadas que aparentemente nada tinham a ver com este grupo. Refiro-me a Dias Caloteiro, pois claro, amigo da «Madame» que, dizem as más línguas, muito lucrou também com as suas manobras. 
Não faltavam aliás amigos duvidosos a esta insaciável criatura: traficantes de armas e de quase tudo o que era ilegal, nenhum anjinho, por mais anjinho que fosse, ignorava o curriculum das suas companhias.
Donde, se a «madame» o conservou e segurou para lá de todos os limites da comum decência, podemos também concluir algo do seu duvidoso perfil.
Convém também referir que só duas famílias integravam este clube restrito: a dos Rosas e a dos Laranjas, cujas reputações também são aquilo que sabemos. O que nem toda a gente sabe, é que a putativa (gosto desta palavra) inimizade destas famílias era só um disfarce, uma forma de actuarem «undercover», como já várias vezes se verificou pois que em caso de necessidade, eles andam, freneticamente,  ao colo uns dos outros.
No caso vertente, parece que Dias Caloteiro, Oliveira e Tosta (este não era membro do CE mas fazia lá umas perninhas) e outros, depois de já terem «prejudicado» os seus clientes, lá arranjaram maneira de pôr outros a pagar as suas vigarices: possuidores de influências, conseguiram que Escrocas, com a cumplicidade da «madame»  chulassem dez milhões de compatriotas para tapar o buracão aberto pelos seus poucos recomendáveis amigos, nas partes íntimas de uma certa agremiação com fins muuuito lucrativos.
E a coisa fez-se, sem que nenhum jornal, televisão ou até grilo falante tocasse muito no assunto, para não incomodar os srs. estupradores. Isto porque, como sabemos, além dos órgãos de comunicação que essa gentinha tem no bolso,  os antigos jornais de referência se converteram em pasquins de reverência por obra e graça dos Espíritos Santos, que no caso nacional são muitos e muito endinheirados!
É verdade que no fim, depois de algumas indignações sussurradas, lá teve a Madame (muito contrariada, de resto) de tirar o tapete sob os pés do seu amigo do peito mas o mal estava feito: muita gente «prejudicada» pelos actos e nenhum culpado para os ressarcir, donde houve que recorrer aos inocentes de costume.
Entretanto, preso Oliveira e Tosta para logo depois ser libertado, o outro escapuliu-se para o seu resort de Cabo Verde e por lá (dizem) ainda está, a gozar com o zé pagode. Isto podia ter sido o fim do bordel mas não foi: havia ainda que meter abutres transatlânticos que se interessaram pela carcassa da presa e a adquiriram pelo preço da uva mijona.
Portanto é de crer que o novo CE, não venha a diferir muito, na substância do que era o outro: lenocínio, promiscuidades de vária ordem e um desejo incontrolável de ir ao pacote de todas as criaturas que tenham tido a infelicidade de nascer neste país à beira-vinha plantado!
Mas é, sem dúvida, um clube muito original porque os seus membros, em vez de fornicarem entre si, preferem sem dúvida fornicar os que dele não fazem parte. E enganam tão bem os tolos, que muitos deles ainda vão comprar a vaselina, o chicote e as algemas!
Ora eu, que de moralista nada tenho, sendo uma indefectível adepta do prazer que humanos possam proporcionar a outros humanos, fico verdadeiramente estupefacta com esta situação, pois que numa altura destas, é impossível que os sodomizados ainda não se tenham dado conta daquilo que lhes está a acontecer: será que o hábito os tornou insensíveis, ou será que gostam mesmo?
E se não gostam, que raio de gente é esta que parece já estar pronta para outra sessão, que há muito já se adivinha ainda mais castigadora?
Senhores Conselheiros da treta: bem sei que as vossas frustrações são muitas e que desejam continuar a dar livre curso às vossas mais badalhocas fantasias, e que os desejos e necessidades daqueles que continuamente violam pouco vos diz. Mas não podem, ao menos, pôr um capuz na cabeça enquanto actuam?  é que para além do mais sois todos tão feios que, como diz a anedota, até os limões fariam caretas se vocês os chupassem como chupam os desgraçados dos portugueses!
Eu dizia-vos onde chupar, se este não fosse um blog respeitável ! 

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Viseu, Beira Alta, Portugal
autor satírico, cartoonista pseudónimo de António Gil, Poeta e Ficcionista, Não sectário, Agnóstico, Adepto Feroz da LIberdade de Imprensa e de Opinião...

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