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Saturday, March 12, 2011

The Day After- Os Filmes da Minha vida por Sir Frankie Goethe Wally Wood

  «O Dia Depois» era um filme impressionante, realizado nos meados na década de oitenta. Na altura, temíamos não que o céu no caísse em cima da cabeça mas que, do céu caíssem as (muitas) ogivas nucleares que à cabeça nos pareciam apontadas. Então, acreditávamos no futuro, desde que houvesse juizinho nas opacas cabeças dos governanters mundiais, sobretudo nas dos mais poderosos. Hoje, com a perspectiva de um conflito nuclear um pouco menos presente, tememos pelo futuro (o nosso e o dos nossos filhos) por sabermos que dos nossos líderes, já nada temos a esperar, muito menos que tenham juízo.
  «O Dia Depois» passou pois a ser, nos dias de hoje, não o filme do fim do mundo (ou pelo menos de um certo mundo), mas o fim deste filme económico-financeiro obsceno que transformou as nossas sociedades numa selva onde impera a lei do mais forte, reduzindo a esmagadora maioria das pessoas a presas expostas aos mais canibalescos apetites.
  Só que agora, muitos de nós deixaram de temer esse dia e passaram a desejá-lo, fervorosamente. Ao concentrar enormes fortunas em cada vez menos bolsos (ou bolsas), este sistema desregulado parece apostado em recuperar os «Profetas» que, no dealbar do séc. XX, predisseram o fim do Capitalismo.
  A falta de vergonha das novas elites é tanta que já adoptaram o discurso da luta de Classes, invertendo-o. Assim, para estes miseráveis, são os desfavorecidos que têm de se conformar com o fim do privilégio do emprego seguro (quem assim fala tem, normalmente várias reformas e empregos seguros), com a assistência médica gratuita, com o subsídio de desemprego etc. É caso para lhes perguntar se  querem trocar de privilégios connosco...
  As contradições, agudizam-se, a frustração intergeracional acumula-se, a revolta começa a ganhar forma, nas redes sociais. Um novo espectro (ou fantasma, se preferirem) percorre o mundo, esfarrapado, arrastando grilhetas que já retinem nos corredores das mansões dos novos oligarcas. Aprendamos a nadar porque mais cedo do que se pensa, um imparável tsunami há-de rebentar com as Portas dos Palácios de Inverno das novas nomenklaturas. Quando isso acontecer será tarde para negociar porque a multidão em fúria nada pedirá, tudo arrebatará. Poderosos do Mundo: ou começais a tratar dos muitos pobres que produzistes, ou serão eles que, um dia, hão-de tratar de vós...


«The Day After»- Films of my life by Sir Frankie Goethe Wally Wood



«The Day after» was an impressive movie, produced somewhere int the mead of the 80's. At the time, we were all fearing the fall of nuclear weapons in our head. We dis believe, than, in future, as long the world leaders (specially the most powerfull)should be wised. Today, with the perspective of a nuclear war a bit more far, we fear the future (ours and our children) for knowing we can´t expect any kind of wisdom, from our leaders.
«The Day After» became, nowadays, not the film of the end of the world (or, at least, a certain world), but the end of the financial nightmare that transformed our societies into a jungle where the Law of the strongest, reduced most people to  preys, exposed to the cannibal appetite of some insatiable predators.
  But now, many of us stopped fearing that day and started to seek forward for it. By concentrating huge fortunes in fewer hands, this deregulated sistem, seems to bet in the comming back of the «Profets» that, in the beggining of XXth century, did predict the fall of the Capitalism.  
  The lack of sense of honour of the new elites  is so big, they have already adopt the Class fight terms, trying to put it all upside down.  So, for those miserable creatures, the working class has to accept the end of the privilege of the «jobs for life»(the ones that have many steady jobs and steady incomes, speak like that), the free medical care, the unemployment money and so on. Well, we all would change, with pleasure, our privileges with their own.
  The contradictions of the system grow, the frustrations rises, revolt start to be tangible in the Net civilian movements . A new ghost is haunting the world, tattered, dragging ironworks that clank in the corridors of the New Oligarchy Mansions. 
  Let us learn to swim, for soon a big tsunami of people in rage, will brake the doors of the new Winter Palaces of the new Capitalistic nomenclature. When that will happen, the crowds in fury will not ask or negotiate anything: They will simply take it, without ceremonies. 
  Powerful People of the World: you better start to take care of the poor your system is producing. Otherwise, one day (maybe sooner than you think) they will start taking care of YOU!!!

2 comments:

  1. ...tudo parece sina que teima em menosprezar, espezinhar quem mais tem razão!! A coragem está aí e já percorre as cidades!! É para continuar e talvez se consiga ver os "poderosos" serem TRATADOS pelos POBRES e nos possamos encontrar no filme: « O outro dia depois»
    Gosto destas limpezas de D. Guidinha!!

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  2. Afinal, Marx não estava enganado quanto à inevitabilidade da degradação decorrente do poder do factor K... Se os poderosos sentados nos seus pedestais dourados (ou de qualquer outra cor ou material valioso), teimam na sua avareza arrogante e insensata e não apreendem qualquer réstia de realismo pragmático, e continuam acima da Lei (forte com os fracos e fraca com os fortes, logo factor de doença civilizacional terminal), restam-nos a indignação e a revolta. Se não com um tsunami talvez com um tornado (Twister). Haja coragem.

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Viseu, Beira Alta, Portugal
autor satírico, cartoonista pseudónimo de António Gil, Poeta e Ficcionista, Não sectário, Agnóstico, Adepto Feroz da LIberdade de Imprensa e de Opinião...

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